Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar parte concreta do dia a dia de produtos digitais. Ferramentas generativas, automação de processos, copilotos de desenvolvimento e design assistido por IA estão mudando profundamente como produtos são criados, evoluídos e escalados.
Isso levanta perguntas inevitáveis para líderes de produto, founders e gestores de tecnologia:
- Produtos vão ser montados, e não mais desenvolvidos?
- O que realmente vai diferenciar produtos quando todo mundo usar IA?
- A IA vai nivelar o jogo ou ampliar ainda mais a diferença entre empresas?
- Qual será o papel do humano em produtos cada vez mais automatizados?
Na Fleye, acompanhamos essas transformações de perto, na prática em projetos com startups, médias e grandes empresas. E a resposta curta é: a IA muda o jogo, mas não elimina a estratégia, o pensamento crítico e o foco no negócio. Pelo contrário, torna tudo isso ainda mais relevante.
Produtos vão ser montados, não desenvolvidos?
Em grande parte, sim. Mas isso não significa menos complexidade, apenas um novo padrão.
Hoje já é possível criar aplicações inteiras combinando:
- APIs prontas e serviços cloud;
- Modelos de IA pré-treinados;
- Ferramentas low-code e no-code;
- Frameworks e bibliotecas altamente maduras
Estudos de mercado indicam que times que utilizam IA no desenvolvimento conseguem reduzir em até 30% a 50% o tempo de entrega de funcionalidades. Isso acelera ciclos, barateia experimentações e diminui barreiras de entrada- Insper educar.
Mas montar não significa, necessariamente, criar diferenciação. Quando a tecnologia se torna acessível, ela deixa de ser o principal fator competitivo. O verdadeiro valor passa a estar na clareza do problema resolvido, na conexão entre produto e modelo de negócio e na experiência entregue ao usuário.
É nesse ponto que a estratégia de produto ganha ainda mais relevância. Produtos orientados por IA só geram impacto quando nascem de um bom entendimento do mercado, do comportamento do usuário e dos objetivos do negócio. Sem isso, a Inteligência Artificial vira apenas um recurso sofisticado, mas desconectado de métricas como aumento de receita, redução de custos ou ganho de eficiência operacional.
Com a popularização de modelos de IA, plataformas em nuvem, APIs prontas e ferramentas low‑code, o desenvolvimento de software mudou radicalmente. Cada vez mais, produtos estão sendo montados a partir de componentes existentes, em vez de construídos do zero. Esse cenário reduz barreiras técnicas, acelera o time‑to‑market e permite testar ideias com muito mais velocidade.
Se todo mundo usar IA, o que vai diferenciar os produtos?
Quando a tecnologia se torna acessível, ela deixa de ser vantagem competitiva isolada.
No curto prazo, veremos uma enxurrada de produtos parecidos, com funcionalidades semelhantes, todos powered by AI. Nesse cenário, os diferenciais reais tendem a ser:
1. Clareza estratégica
Produtos vencedores terão uma tese clara de valor: para quem é, qual dor resolve e por que existe.
IA sem direcionamento estratégico vira custo, não vantagem.
2. Experiência do usuário
Mesmo com automação avançada, produtos ainda precisam ser:
- Simples de entender;
- Fáceis de usar;
- Confiáveis.
Interfaces confusas, decisões opacas da IA e fluxos mal pensados continuam sendo pontos de abandono. UX e UI seguem centrais, talvez ainda mais do que antes.
3. Integração com o negócio
A IA que gera impacto é aquela conectada a métricas reais:
- Redução de custos;
- Aumento de receita;
- Ganho de eficiência operacional;
- Melhor tomada de decisão.
Produtos que não traduzem IA em resultado concreto tendem a ficar pelo caminho.
IA vai nivelar o jogo ou ampliar a diferença?
As duas coisas, dependendo de como cada empresa reage.
A IA nivela o acesso à tecnologia, permitindo que startups pequenas façam coisas que antes só grandes empresas conseguiam. Isso reduz barreiras técnicas e acelera a inovação.
Ao mesmo tempo, ela amplia a distância entre organizações que têm visão clara, dados estruturados e processos estratégicos bem definidos e aquelas que adotam IA de forma superficial, apenas seguindo tendências.
Na prática, vemos que empresas que investem em descoberta, alinhamento entre áreas e decisões baseadas em dados extraem muito mais valor da IA do que aquelas que apenas “adotam a tecnologia”.
Empresas que investem em descoberta, dados, design e decisões baseadas em evidências conseguem extrair muito mais valor da automação. Já aquelas que pulam etapas estratégicas tendem a lançar produtos genéricos, facilmente copiáveis e com pouco impacto no negócio.

Qual será o papel do humano em produtos cada vez mais automatizados?
O humano não desaparece. Ele muda de função.
O futuro dos produtos digitais não está em escolher entre humano ou máquina, nem entre design ou tecnologia. Ele está na integração inteligente entre IA, produto e negócio. Produtos realmente relevantes serão aqueles construídos com estratégia clara, foco no usuário, engenharia escalável e uso consciente da Inteligência Artificial para gerar resultados reais.
Na Fleye, acreditamos que o grande desafio do futuro próximo não será apenas desenvolver ou montar produtos, mas orquestrar decisões certas em um ritmo cada vez mais acelerado. E isso exige método, visão estratégica e parceiros capazes de unir tecnologia, design e negócio de forma consistente.
A IA executa. O humano direciona.
👉 Se você está explorando novas ideias, repensando seu produto atual ou buscando escalar com mais eficiência, a Fleye pode ajudar.
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